Novo álbum do King Gizzard & The Lizard Wizard é puro rock’n’roll


King Gizzard & The Lizard Wizard

Flight b741
⭐⭐⭐✩4/5
Por  Ricardo Cachorrão Flávio  

Apenas dez meses após o lançamento do esquisito disco “The Silver Cord”, quando a banda australiana mostrou uma faceta totalmente eletrônica, numa autêntica trilha sonora para rave, o KING GIZZARD & THE LIZARD WIZARD volta ao ataque e desta vez, num álbum inteiro de classic rock! “Flight b741” é o 26º disco de estúdio da rapaziada – além de inúmeros discos ao vivo, em meros 14 nos de existência e marca a estreia por uma nova gravadora, a P (doom) Records.

Produzido pelo principal vocalista e guitarrista Stu Mackenzie, segundo o próprio é um álbum dos mais colaborativos, e divertidos, da banda, se reuniram numa sala, começaram a improvisar e assim foi saindo o álbum, cada um foi colocando sua parte aleatoriamente e o resultado é delicioso e empolgante.
 
 
Para quem gosta de coisas como Lynyrd Skynyrd, Grateful Dead, The Allman Brothers ou The Who, “Flight b741” é uma aposta mais do que certeira, é ouvir e se tornar fã. Da abertura com “Mirage City” ao encerramento com “Daily Blues” o álbum todo segue no mesmo nível, e não existem altos e baixos, é tudo linear, muito blues e rock’n’roll básico e clássico em que uma música se emenda na outra e empolga, para curtir principalmente ao vivo, munido de um bom Bourbon e muita energia.

Esses caras são tão malucos que a gente já fica ansioso esperando qual será a próxima surpresa, numa discografia tão extensa, a psicodelia deles já pendeu do reggae e ska ao thrash metal, da eletrônica ao blues e eles não parecem satisfeitos, inquietos ao extremo, sempre tem uma surpresa adiante, o que é sensacional! Chega de bandas acomodadas, experimentação bem feita como a do King Gizzard & The Lizard Wizard será sempre bem vinda.

Ricardo Cachorrão

Ricardo “Cachorrão” é o velho chato gente boa que não pede licença pra gostar de música. Viciado em rock and roll, formou opinião longe de rádio, longe de MTV e perto demais de pilhas de discos e revistas. Tem alergia a banda cover, respeito profundo por discos obscuros do Frank Zappa e ainda sai sorrindo de um show do Iron Maiden — mas é no calor, no barulho e no caos dos buracos punk da periferia que se sente vivo de verdade. Já escreveu para Rock Brigade, Kiss FM, Portal Rock Press e a Revista Eletrônica do Conservatório Souza Lima. Está no Rock On Board desde o começo — e não pretende sair tão cedo.

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