Novo álbum da Nervosa está disponível em vinil azul

 
Com 13 anos de estrada e nova formação, as meninas da NERVOSA acabam de lançar seu quinto LP, o furioso JAILBREAK. Com a saída da vocalista Diva Satânica, a guitarrista e líder da banda, Prika Amaral, acumula funções, assume o vocal principal, e manda bem nisso.

A banda conta hoje, além de Prika na guitarra e no vocal, com a grega Helena Kotina na outra guitarra, Hel Pyre no baixo e Michaela Naydenova na bateria.
Apesar das mudanças na formação, a banda tem estrada, experiência, está calejada e o álbum soa maduro, direto e certeiro. Já no início do ano, com o lançamento do single “Endless Ambition”, já notamos que elas não estavam para brincadeira e o thrash metal estava furioso. “Seed of Death”, o segundo single, segue a cartilha do estilo, de começo dedilhado, suave, até a desgraceira se firmar e confirmar a primeira impressão.

Quando “Jailbreak”, a faixa-título, chegou às plataformas de streaming como single, a ansiedade pelo álbum completo aumentou demais, a faixa é urgente, poderosa e instigante. “Elements of Sin”, o quarto single, manteve o nível, até que o álbum completo chegou, com mais nove faixas poderosas, “nervosas”, parafraseando a própria banda. De “Endless Ambition” ao encerramento com “Nail the Coffin”, temos um álbum clássico do mais puro thrash metal, bem feito e com atitude.

Além das plataformas de streaming, o álbum – lançado no mundo todo, tem edições em CD e vinil. No Brasil, num belo trabalho da Fuzz-On Records (selo que reúne as gravadoras Neves Records, Anomalia Distro e Melômano Discos) que fez o trabalho em vinil azul, capa gatefold e pôster acompanhando, e que vem se especializando e trazendo discos cada dia mais caprichados, em edições luxuosas e muito bem acabadas.

A banda vem excursionando por todos os continentes e, quando estiverem no Brasil, não perca a chance, é sempre um excelente show.

Ricardo Cachorrão

Ricardo “Cachorrão” é o velho chato gente boa que não pede licença pra gostar de música. Viciado em rock and roll, formou opinião longe de rádio, longe de MTV e perto demais de pilhas de discos e revistas. Tem alergia a banda cover, respeito profundo por discos obscuros do Frank Zappa e ainda sai sorrindo de um show do Iron Maiden — mas é no calor, no barulho e no caos dos buracos punk da periferia que se sente vivo de verdade. Já escreveu para Rock Brigade, Kiss FM, Portal Rock Press e a Revista Eletrônica do Conservatório Souza Lima. Está no Rock On Board desde o começo — e não pretende sair tão cedo.

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