Warshipper relembra o passado, mirando no futuro!

 
Warshipper
Past Essentials
⭐⭐⭐⭐✰ 4/5
Por  Ricardo Cachorrão 

Ano passado caiu em nosso colo o petardo Barren..., terceiro álbum da rapaziada do Warshipper, de Sorocaba – SP para o mundo, mostrando que o metal extremo brasileiro está muito bem representado, e não apenas pelos medalhões.

Com a boa receptividade obtida por Barren..., e enquanto preparam disco novo que deve sair ainda neste semestre, o selo Heavy Metal Rock e a banda resolveram dar um presentão a todos que passaram a acompanhar o trabalho dos caras: acaba de ser lançado Past Essentials, uma reedição de luxo dos dois primeiros discos, que estavam fora de catálogo, e agora estão disponíveis para mostrar o caminho trilhado pelo Warshipper desde seu início, nesses mais de 10 anos de banda.

Neste álbum duplo, além da embalagem luxo e pôster caprichado, temos no disco um o álbum Worshippers of Doom, originalmente de 2015 e no disco dois, o Black Sun, de 2018, ambos com faixas bônus.
 
 
Worshippers of Doom
 é um álbum de estreia, mais urgente, “sangue no olho”, vontade maior que preocupação com a técnica. Black Sun já mostra uma banda mais tarimbada, à vontade no estúdio, preocupada com um trabalho mais completo, da arte com qualidade aprimorada.
 
Em linhas gerais são dois bons álbuns reunidos, mas que mostram uma banda mais crua durante sua evolução até chegar ao nível apresentado em Barren. E isso é ruim? De forma alguma! Basta lembrar que esses dois álbuns foram responsáveis pela ida da banda para uma turnê europeia, e isso não é pouco.
 
Vale a pena conhecer o trabalho desde os primórdios, e ficar no aguardo do sucessor de Barren, que, seguindo a linha evolutiva da rapaziada, tem tudo para ser um dos grandes lançamentos do metal nacional no ano.

Ricardo Cachorrão

Ricardo “Cachorrão” é o velho chato gente boa que não pede licença pra gostar de música. Viciado em rock and roll, formou opinião longe de rádio, longe de MTV e perto demais de pilhas de discos e revistas. Tem alergia a banda cover, respeito profundo por discos obscuros do Frank Zappa e ainda sai sorrindo de um show do Iron Maiden — mas é no calor, no barulho e no caos dos buracos punk da periferia que se sente vivo de verdade. Já escreveu para Rock Brigade, Kiss FM, Portal Rock Press e a Revista Eletrônica do Conservatório Souza Lima. Está no Rock On Board desde o começo — e não pretende sair tão cedo.

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