Halestorm celebra volta aos palcos com álbum mais pesado da carreira

 
Halestorm
Back From The Dead
⭐⭐⭐⭐⭐ 5/5
Por  Bruno Eduardo 

Back From The Dead é o novo álbum do Halestorm, que é para muitos, uma das melhores representações do hard rock americano dos últimos tempos. A banda liderada pela talentosa Lzzy Hale aproveitou a pandemia para criar o sucessor do elogiadíssimo e indicado ao Grammy, Vicious, de 2018. E o resultado foi nada menos que "um dos melhores discos de rock desse ano".

O Halestorm decidiu pela manutenção do produtor Nick Raskulinecz, que também assinou o último trabalho do Evanescence e de outros nomes consagrados, como Alice in Chains e Mastodon. Dessa vez, Raskulinecz foi auxiliado por Scott Stevens, e juntos, conseguiram tirar da banda uma sonoridade mais próxima ao que eles apresentam nos seus shows. E aqui, isso funciona perfeitamente, já que o grupo sempre teve a fama de pesar a mão nas canções ao vivo. Sendo assim, podemos dizer que Back From The Dead é o mais pesado e menos polido álbum da carreira do Halestorm.

Desde a faixa-título, "Back From The Dead", que abre o álbum, fica claro que Lzzy não está para brincadeira. A saúde mental é um tema que ela gosta de abordar em suas letras, e aqui tudo parece vir como um rosnado. "Eu voltei dos mortos, estou viva! / O inferno não conseguiu me segurar", ela berra. Na verdade, tudo isso soa como um grito de libertação num mundo que até pouco tempo atrás, estava totalmente fechado. A voz de Hale transpira rock em sua essência. Ouça "Wicked Ways" e comprove o punch, potência e feeling da cantora. O alcance vocal dela é algo invejável, e isso acontece em quase todas as canções do disco.
 
 
Mas não é só na voz de Lizzy Hale que a banda calca o seu som nesse ótimo Back From The Dead. Tudo aqui funciona na firmeza sonora, na latência das guitarras, que trazem ganchos empolgantes, como em "Brightside" ou no outro single do disco, "The Steeple", que evidencia o bom trabalho do baterista Arejay Hale. Embora seja um álbum definido por Riffs pesados em abundância, como "Bombshell", por exemplo, há também os momentos de delicadeza e ótima melodia, representados principalmente na interpretação divina de "Terrible Things". O duelo entre melodia e gritaria rock também acontece aos montes, como fica evidenciado nas fortíssimas "Strange Girl" e "I Come First", que deságua num refrãozão dos bons.

Respeitando a tendência dos novos tempos, Back From The Dead não chega a 40 minutos de duração. É um álbum cru, direto ao ponto, reunindo onze faixas de tiro curto, onde nenhuma chega aos 4 minutos. E nenhuma se destaca tanto ao ponto de soar descolada também. A intenção aqui era dar um recado contundente, de como se fazer um bom disco de rock após a volta de um mundo dos mortos. O fato, é que com Back From The Dead, os palcos estão prontos para serem incendiados por Lzzy Hale e sua turma.

Bruno Eduardo

Jornalista e repórter fotográfico, é editor do site Rock On Board, repórter colaborador no site Midiorama e apresentador do programa "ARNews" e "O Papo é Pop" nas rádios Oceânica FM (105.9) e Planet Rock. Como crítico cultural, foi Editor-chefe e colaborador do Portal Rock Press, e colunista do blog "Discoteca" da editora Abril. Desde 2005 participa das coberturas de grandes festivais como Rock in Rio, Lollapalooza Brasil, Claro Q é Rock, Monsters Of Rock, Abril Pro Rock, Summer Break Festival, Tim Festival, entre outros. Na lista de entrevistados, nomes como Black Sabbath, Aerosmith, Queen, Faith No More, The Offspring, Linkin Park, Legião Urbana e Titãs.

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