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Pain Of Salvation no Brasil: 5 motivos para não perder esse show

Pain Of Salvation volta ao Brasil para quatro shows na próxima semana
Com disco novo na bagagem, a banda de metal progressivo Pain Of Salvation deixará a Suécia neste início de 2018 e desembarcará mais uma vez na América do Sul, com quatro shows no Brasil em fevereiro: Rio de Janeiro (dia 1º), Belo Horizonte (2), Limeira (3) e São Paulo (4). O país virou presença obrigatória da banda desde 2005 e embora seja uma banda de nicho, possui fãs sul-americanos cuja paixão e fervor pelas canções do grupo são reconhecidas por seu líder, o vocalista, guitarrista e compositor Daniel Gildenlöw.

5 motivos para você não perder esse show por nada

1. O NOVO ÁLBUM
O Pain Of Salvation está divulgando In The Passing Light Of Day, lançado em janeiro de 2017. É um álbum cheio de sentimentos e de peso, com diversas passagens densas e riffs pesadíssimos na guitarra de sete cordas que retratam o período em que Gildenlöw ficou internado, quase entre a vida e a morte, até se livrar totalmente de uma infecção de bactéria carnívora nas costas. Foi um momento em que a banda precisou dar uma parada nas atividades e o futuro de Gildenlöw como músico, pai, homem e marido ficou incerto. O disco resgata uma sonoridade mais rasgada e visceral, com estruturas musicais que lembram os primeiros álbuns do PoS. Canções como “Full Throttle Tribe”, “Reasons”, “Meaningless”  e as longas “On a Tuesday” e “In The Passing Light Of Day” parecem ser presenças garantidas no setlist.

2. HALLGREN VOLTOU!
A banda voltou a contar com Johan Hallgren em sua formação. Ele é o carismático guitarrista que gravou alguns dos discos preferidos dos fãs, como The Perfect Element (2000), Remedy Lane (2002), Be (2004) e Scarsick (2007) e os dois Road Salt (2010-2011). Hallgren é fã do Brasil, torce até pela Seleção Brasileira, e continua se apresentando sem camisa, sua marca registrada. Os dreads no cabelo agora estão concentrados em uma longa trança e o resto de sua cabeça está raspada.

3. ENERGIA DE SOBRA
Já fui a três shows do PoS e posso garantir: esses suecos têm energia de sobra no palco. Não é, definitivamente, o show em que os fãs pulam enquanto os músicos tocam de forma fria ou mais concentrados nos seus instrumentos. Todos na banda, mesmo nas passagens mais difíceis, batem cabeça e cabelo, ajoelham se precisar, pulam e fazem questão de dar um espetáculo digno de uma banda de metal. Não é apenas uma performance bonita e instigante de se ver no palco, mas também ajuda o público a se conectar com as fortes emoções de cada música.

4. A BANDA FAZ UM SOM ÚNICO
A cada disco a banda muda as coisas de lugar um pouquinho. São poucas bandas que conseguem manter intacto o centro nervoso de sua composição e ainda variar no campo musical. Chamá-los de progressivo é quase uma saída para não ter que usar tantos diferentes nomes de gêneros musicais, porque o “prog” deles é muito diferente do que temos do estilo por aí, com muitas bandas muito parecidas entre si. O PoS é realmente aquela banda que, se ouvir apenas um ou dois discos, ouviu apenas duas facetas da história. Quando ouvir o terceiro, verá que tem ainda outra para conhecer, e assim sucessivamente. Ao vivo as diferenças estão lá, mas o show transcorre tão bem e com uma carga energética, emocional e dramática tão bem alinhadas que “Ashes” e “Linoleum”, tão distantes uma da outra no tempo, soam igualmente excitantes.

5. DANIEL GILDENLÖW
Daniel é um show a parte. Ele é quem carrega o nome e o espírito do Pain Of Salvation. Embora já tenha passado pelo Brasil em 2015, após se recuperar do trauma da bactéria carnívora, teremos mais uma chance de ver como continua sendo um frontman de primeira. Toca pra caramba, agita o palco e o público, comanda uma banda de excelentes músicos e canta demais. Sua voz é versátil e timbres graves, médios e agudos, com drive e falsetes, são explorados em uma diversidade vocal muito interessante. É uma das vozes mais cheias de alma do metal atual (não a toa, ele foi a voz de um projeto tributo ao Led Zeppelin que contava com Paul Gilbert na guitarra e Mike Portnoy na bateria). Além disso, as sucessivas operações e meses de internação não deixaram sequelas no homem. Ele entrou em forma e começou a praticar Parkour com mais de 40 anos, dando saltos ninjas de um ponto a outro. Numa dessas, torceu o tornozelo (o que gerou outra operação, da qual ele já se recuperou também). O que ele entrega é paixão pela própria música e puro rock’n’roll. Não é difícil ver pessoas emocionadas ao cantar junto dele canções como “Beyond The Pale”, que poderá também estar no setlist brasileiro.


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