terça-feira, 23 de setembro de 2014

Tomahawk no Lollapalooza Brasil


Lollapalooza Brasil 2013 – Com quatro discos na bagagem, o Tomahawk, banda formada por Mike Patton e Duane Denison (ex-Jesus Lizard), chega ao Brasil pela primeira vez. Aguardado por uma legião de seguidores fiéis, Patton parece ter carta branca para introduzir sempre que possível, seus diversos projetos por aqui - que não se pode chamar de paralelos, pois o vocalista não possui sequer uma banda oficial. Se levarmos em conta que o Tomahawk existe desde 2001, chegamos à conclusão de que demorou muito para que Patton decidisse enfim, fazer uma reunião em solo nacional. Na apresentação da banda, o mesmo fez questão de dizer: "Eu não!" - demonstrando que sua assiduidade no país ultrapassa qualquer expectativa.

Curiosamente, o Tomahawk é a banda que menos desperta interesse dos fãs “pattonianos” - pelo simples fato de ser o projeto mais “normal” do vocalista. Mas para quem curte rock, o grupo mostrou no Lollapalooza que é uma ótima atração para se fugir da obviedade que assola o gênero. O “normal”, citado anteriormente, é subjetivo, lógico. Ainda mais quando se trata de Mike Patton. Se o cara vai fazer rock, que seja ao seu estilo. De preferência com bizarrices inclusas aqui e acolá. Esbanjando grande forma vocal, ele ainda surpreende na alternância de timbres e variações melódicas bruscas – como em “Mayday”, que abriu o show de forma certeira. Mesmo desconhecido por grande parte do público, o Tomahawk mostrou popularidade em dois sons de seu primeiro álbum: "God Hates A Coward" e "Flashback".

Das últimas apresentações da banda, talvez essa tenha sido a mais coesa. Mesmo assim, foi possível notar alguns desencontros no andamento de John Stanier, que parecia estar sendo orientado por Patton em grande parte do show. Se Duane Denison entorpeceu os amplificadores com noise à lá Thurston Moore (Sonic Youth), o baixo de Trevor Dunn estava inaudível. Porém duas gratas surpresas apareceram como destaque: a execução do disco Anonymous - representada por uma magnífica execução de “Totem” -, e uma versão selvagem para o clássico do Bad Brains, “How Low Can a Punk Get”. Atendendo à pedidos dos fãs, o cantor ainda reviveu o seu último hit: "porra, caralho". Que venha o Moonchild Trio!

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