O The Hives não vai pedir licença. Quando entrar no Palco Mundo, a banda sueca promete despejar uma descarga de adrenalina sem enrolação, desde o primeiro minuto.
Seja com o riff inconfundível de “Hate to Say I Told You So”, seja com a velocidade de “Tick Tick Boom”, “Walk Idiot Walk” e “Bogus Operandi”, o grupo tem tudo para testar o fôlego da Cidade do Rock logo nas primeiras horas da noite, às 19h. Em questão de segundos, a bagunça deve começar no palco — para surpresa de quem ainda não conhece a força da banda sueca, que já acumula mais de 30 anos de estrada.
Diretamente de Fagersta, na Suécia, o The Hives se consolidou no início dos anos 2000 como uma das bandas mais explosivas — e visualmente mais distintas — do movimento de revival do garage rock. É como pegar a atitude dos Ramones e de Iggy Pop, misturar com a energia de Chuck Berry e Little Richard e colocar tudo isso para funcionar em velocidade máxima.
Para quem pretende chegar à Cidade do Rock apenas para assistir a atrações como Rise Against e Foo Fighters, fica o aviso: chegar cedo é obrigatório.
Mestre de cerimônias absoluto, o vocalista Pelle Almqvist transforma cada apresentação em um espetáculo à parte. Entre acrobacias, discursos, provocações, ordens ao público e um portunhol tão hilário quanto eficiente, o cantor conduz a plateia como se estivesse comandando uma operação de guerra — só que regada a guitarras, suor e muito rock'n'roll.
O figurino também faz parte do espetáculo. Os tradicionais ternos em preto e branco, as luzes incorporadas às roupas, as coreografias meticulosamente ensaiadas e a postura de “homens-bomba” prontos para detonar o palco são elementos fundamentais da identidade do quinteto.
Na estrada desde 1996 e dono de uma autoconfiança que beira o absurdo, o The Hives chega ao Palco Mundo do Rock in Rio com uma missão bastante clara: provar por que é frequentemente apontado pela crítica e pelo público como uma das melhores bandas de palco do planeta.
Veni Vidi Vicious: o álbum que mudou tudo
O divisor de águas da carreira dos suecos foi Veni Vidi Vicious, lançado em 2000. Impulsionado pelo clássico “Hate to Say I Told You So”, que ganhou enorme repercussão e apareceu em trilhas de videogames e produções cinematográficas, o disco ajudou a provar que o rock cru, direto e sem firulas ainda tinha espaço para conquistar o público mundial.
O álbum chegou justamente em um período de efervescência do rock de garagem e do chamado revival do rock. The Vines, The Libertines, Jon Spencer, Kasabian, The Klaxons, Arctic Monkeys, Kaiser Chiefs e Guitar Wolf, entre tantos outros, ajudavam a devolver às guitarras um lugar de destaque nas lojas de discos e nas rádios.
O The Hives, entretanto, tinha um diferencial: além das músicas, havia um espetáculo visual e performático cuidadosamente construído.
Histórico no Brasil
A relação do The Hives com o público brasileiro é antiga e recheada de momentos marcantes. A banda, porém, só chegou ao Rio de Janeiro em 2014, quando foi responsável pela abertura dos shows do Arctic Monkeys.
Desde então, os suecos passaram por importantes festivais e palcos brasileiros, incluindo Campari, Lollapalooza e Primavera Sound, além de apresentações em cidades como São Paulo, Brasília e Porto Alegre.
O show no Rock in Rio marca mais um capítulo dessa história e será a 14ª apresentação da banda em território nacional.
Em fevereiro de 2026, o The Hives voltou ao Brasil como banda convidada dos shows do My Chemical Romance no antigo Allianz Parque, atualmente denominado Nubank Arena, em São Paulo.
Agora, a missão é outra: abrir os trabalhos do Palco Mundo no Rock in Rio e transformar as primeiras horas da noite em uma verdadeira avalanche sonora.
O convite é simples: chegue cedo
Se existe um bom motivo para chegar cedo à Cidade do Rock no dia de Foo Fighters, ele atende pelo nome de The Hives. A combinação de riffs acelerados, refrões pegajosos, performances acrobáticas, figurinos impecáveis e um Pelle Almqvist completamente fora de controle promete fazer do grupo um dos grandes destaques do primeiro dia do festival.
E há mais: prepare-se para cantar músicas que talvez você nem saiba exatamente como cantar. No caso do The Hives, isso pouco importa. O negócio é gritar, pular e acompanhar Pelle nas ordens em um portunhol cheio de energia.
A bagunça começa às 19h. E é melhor estar lá.
Possível setlist do The Hives no Rock in Rio
Enough Is Enough — The Hives Forever Forever The Hives (2025)
Main Offender — Veni Vidi Vicious (2000)
Hooray Hooray Hooray — The Hives Forever Forever The Hives (2025)
Paint a Picture — The Hives Forever Forever The Hives (2025)
Bogus Operandi — The Death of Randy Fitzsimmons (2023)
Hate to Say I Told You So — Veni Vidi Vicious (2000)
Countdown to Shutdown — The Death of Randy Fitzsimmons (2023)
Come On! — Lex Hives (2012)
Tick Tick Boom — The Black and White Album (2007)
Legalize Living — The Hives Forever Forever The Hives (2025)
Walk Idiot Walk — Tyrannosaurus Hives (2004)
The Hives Forever Forever The Hives — The Hives Forever Forever The Hives (2025)

