O Lollapalooza Brasil 2026 reafirma sua posição como uma vitrine essencial para a música independente brasileira. Entre os dias 20 e 22 de março, o Autódromo de Interlagos será o cenário de uma maratona sonora que vai do hardcore agressivo ao shoegaze etéreo, provando que o "sangue novo" da cena nacional está mais pulsante do que nunca.
Se você quer descobrir seu próximo artista favorito, o segredo é chegar cedo. Confira o guia completo das atrações nacionais que darão o pontapé inicial em cada dia do festival.
Sexta-feira, 20 de Março: Do Hardcore ao Shoegaze
A sexta-feira começa com um contraste interessante de energias, unindo o peso veterano de São Paulo à delicadeza ruidosa de Curitiba.
GINGER AND THE PEPPERS (12h00 - Palco Samsung Galaxy)
Ginger And The Peppers foi escolhida pelo júri técnico como a vencedora do concurso "Temos Vagas" da Rádio 89 FM, para se apresentar no Lolla. A banda foi formada em 2021 e é conhecido por composições autorais que misturam influências modernas com o rock dos anos 70.
WORST (12h45 - Palco Flying Fish)
Formada em 2011 por Fernando Schaefer (ex-Kor, Rodox) e Thiago Monstrinho, a banda Worst é o estandarte do "hardcore ogro". Com letras diretas e uma agressividade sonora que flerta com o metal, o grupo paulista promete um dos shows mais intensos do primeiro dia. Prepare-se para rodas de mosh logo no início da tarde.
TERRAPLANA (13:40 - Palco Samsung)
Diretamente de Curitiba, a terraplana (estilizada em letras minúsculas) traz o som contemplativo do shoegaze e indie rock. Com a formação liderada por Stephani Heuczuk e Vinícius Lourenço, o grupo apresenta faixas de seu elogiado álbum Olhar Pra Trás (2023) e do recente Natural (2025). É o momento perfeito para se perder em camadas de guitarras distorcidas e vocais suaves.
Veteranos e Novas Promessas
- 12:00 (Palco Samsung Galaxy): O festival abre com o Vencedor do Concurso Temos Vagas, da Rádio Rock. O resultado, que será anunciado em 09/03, definirá quem entre os 800 inscritos terá a chance de ouro.
- 14:45 (Palco Flying Fish): Os brasilienses da Scalene retornam ao festival, consolidando sua trajetória como um dos maiores nomes do rock nacional da última década.
Sábado, 21 de Março: Blues, Rock e a Nova Psicodelia
O segundo dia é marcado por virtuosismo técnico e a ascensão meteórica de bandas do interior do Brasil.
HURRICANES (12:00 - Palco Galaxy)
O rock clássico e o blues bebidos na fonte dos anos 70 chegam com a Hurricanes. Naturais de Santa Maria (RS), o quarteto já carrega no currículo a abertura para os Black Crowes e apresenta o novo disco Back To The Basement (2024). É rock n' roll puro, sem frescuras.
ARTUR MENEZES (12:45 - Palco Flying Fish)
Um dos guitarristas brasileiros mais respeitados no exterior, Artur Menezes traz o peso do blues premiado internacionalmente. Vencedor de prêmios da The Blues Foundation e participante do festival de Eric Clapton, Artur é um instrumentista de elite que promete um show de técnica e alma.
Varanda e Cidade Dormitório: O Interior no Topo
- Varanda (13:40 - Palco Samsung): Vindo de Minas Gerais, o quarteto formado em 2019 chega ao Lolla com o frescor de seu primeiro disco, Beirada (2024). Uma ascensão rápida para uma banda que soube cativar o público indie.
- Cidade Dormitório (14:45 - Palco Flying Fish): A banda sergipana, na ativa desde 2015, traz seu rock alternativo com nuances de psicodelia. Com três álbuns na bagagem, incluindo o recente RUÍNA ou O começo me distrai, eles são mestres em criar atmosferas urbanas e melancólicas.
Domingo, 22 de Março: Experimentalismo e Estética Retrô
O encerramento do festival foca na diversidade cultural brasileira e em apostas que já nascem com cara de "cult".
JONABUG (12:00 - Palco Samsung)
A grande aposta do rock independente paulista. A Jonabug, trio de Marília (SP), chega ao festival celebrando o lançamento em vinil do álbum Três Tigres Tristes. Com uma estética visual vibrante e um som que já acumula milhares de plays com o hit "Look At Me", o trio liderado por Marília Jonas promete um show cheio de energia e nostalgia moderna.
PAPANGU (12:45 - Palco Flying Fish)
Talvez a proposta mais audaciosa do line-up. A Papangu, da Paraíba, mistura a tradição do Carnaval de Bezerros com jazz fusion, black metal e stoner rock. Apresentando o álbum Lampião Rei (2024), a banda é um banquete para quem busca sonoridades fora da caixa e profundamente brasileiras.
ORUÃ (16:55 - Palco Flying Fish)
Liderada por Lê Almeida, a Oruã traz do Rio de Janeiro um som "afrojazzy" e experimental. Conhecidos pela colaboração com a banda americana Built to Spill, eles apresentam o disco Passe (2024).
Nota importante: Não confunda a banda de indie rock Oruã com o trapper Oruam. No Palco Flying Fish, o que impera é a psicodelia lo-fi e o experimentalismo.
Enquanto a Oruã hipnotiza o Flying Fish, os veteranos do Mundo Livre S/A celebram o legado do manguebeat no palco Budweiser às 14:45, fechando o ciclo de representatividade nacional com chave de ouro.
ATENÇÃO AOS HORÁRIOS!
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Dia |
Hora |
Artista |
Palco |
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Sexta |
12:00 |
Ginger And The Peppers |
Samsung Galaxy |
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12:45 |
Worst |
Flying Fish |
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13:40 |
terraplana |
Samsung
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Sábado |
12:00 |
Hurricanes |
Samsung Galaxy |
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12:45 |
Artur Menezes |
Flying Fish |
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13:40 |
Varanda |
Samsung |
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Domingo |
12:00 |
Jonabug |
Samsung |
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12:45 |
Papangu |
Flying Fish |
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16:55
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Oruã |
Flying Fish |

