Living Colour 40 anos: guia completo e setlist provável dos shows no Brasil

 
Com base no setlist apresentado na estreia da turnê em Montevidéu, no Uruguai, já é possível entender como o Living Colour decidiu celebrar quatro décadas de carreira em 2026.

Mais do que uma turnê comemorativa, a “The Best Of 40 Years Tour” funciona como uma verdadeira aula de história do rock alternativo. O repertório concentra forças na fase mais impactante da banda — entre 1988 e 1993 — privilegiando os três primeiros discos, responsáveis por redefinir os limites entre hard rock, funk, metal e experimentalismo.

O raio-X do setlist por álbum

A seleção de aproximadamente 20 músicas evidencia uma escolha clara: celebrar a chamada “era de ouro” do grupo.

Vivid (1988): A espinha dorsal do show

O álbum de estreia domina o repertório com oito músicas — quase 40% da apresentação.

Clássicos como “Cult of Personality”, “Glamour Boys” e “Middle Man” aparecem ao lado de faixas que destacam o virtuosismo técnico da banda, como “Funny Vibe”, “Desperate People”, “Open Letter (To A Landlord)” e a explosiva releitura de “Memories Can’t Wait”, do Talking Heads.

É o momento mais vibrante e emblemático do show.

Time’s Up (1990): Expansão e ousadia

O segundo álbum marca presença com seis músicas e amplia o espectro sonoro da apresentação.

Entram em cena “Type”, “Love Rears Its Ugly Head” e “This Is The Life”, além de momentos intensos como “Pride”, “Solace Of You” e a faixa-título “Time’s Up”.

Aqui, o Living Colour mergulha no experimentalismo, explorando texturas psicodélicas, peso metálico e grooves complexos.

Stain (1993): Peso e densidade

A fase mais sombria surge com quatro músicas de Stain.

“Leave It Alone”, “Ignorance Is Bliss”, “Go Away” e “Nothingness” trazem guitarras mais densas, afinações mais graves e uma atmosfera crua, quase industrial.

É o trecho mais pesado e visceral do espetáculo.

Momentos de virtuosismo

A turnê ainda reserva espaços para performances individuais:

  • Drum Solo de Will Calhoun
  • Solo Spot de Doug Wimbish

A cozinha rítmica mostra por que é considerada uma das mais respeitadas do rock moderno.

Provável Setlist: 

Glamour Boys
Memories Can’t Wait
Leave It Alone
Desperate People
Ignorance Is Bliss
Go Away
Funny Vibe
Bi
Open Letter (To A Landlord)
Drum Solo
This Is The Life
Nothingness
Doug Wimbish Solo Spot
Love Rears Its Ugly Head
Pride
Type
Cult Of Personality

Bis:

Solace Of You
Time’s Up
Middle Man

A evolução sonora da trilogia clássica

Vivid (1988) – A explosão do crossover

Mistura agressiva de hard rock, heavy metal, funk, jazz e soul. Vernon Reid explora harmonias complexas e escalas pouco convencionais, enquanto a produção valoriza bateria aberta e grooves marcantes.

Time’s Up (1990) – Psicodelia e complexidade

Mais experimental, incorpora punk, thrash e influências africanas. Uso intenso de pedais e texturas. Letras mais políticas e estruturas menos previsíveis.

Stain (1993) – Crueza e peso industrial

Som mais sombrio, distorções densas e influência do metal industrial e do grunge. A entrada de Doug Wimbish adiciona camadas eletrônicas e ainda mais agressividade.
 
 
📍 PORTO ALEGRE
Data: 26/02/2026 (quinta-feira)
Local: Opinião
Abertura: 19h | Show: 21h
Classificação: 16 anos (menores acompanhados)

📍 SÃO PAULO
Data: 27/02/2026 (sexta-feira)
Local: Tokio Marine Hall
Abertura: 19h30 | Show: 22h
Classificação: 16 anos (menores acompanhados)

📍 RIO DE JANEIRO
Data: 28/02/2026 (sábado)
Local: Sacadura 154
Abertura: 19h30 | Show: 21h30
Classificação: 18 anos (menores acompanhados pelos responsáveis legais)

📍 CURITIBA
Data: 01/03/2026 (domingo)
Local: Live Curitiba
Abertura: 19h | Show: 21h
Classificação: 16 anos (menores acompanhados)

Loquillo Panamá

Nômade agregador de ritmos musicais e fanático por shows. Está sempre correndo atrás de novidades para multiplicar e informar os amantes de boa música.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem
Banner-Mundo-livre-SA