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Pennywise celebra 30 anos de estrada em bom show no Rio de Janeiro

Jim Lindberg e Fletcher Dragge em ação no Rio de Janeiro [Foto: Rom Jom]
Por Rom Jom

Os californianos do Pennywise amam a America Latina, especialmente o Rio de Janeiro, que dessa vez recebeu a turnê que comemora seus 30 anos de carreira. E foram inúmeros shows por aqui, mas mesmo assim, o público fiel do punk rock esteve presente e lotou a casa de show HUB, que alias, tem um clima e estrutura ótimas!

A apresentação sem rodeios foi uma sucessão de porradas sonoras que teve um pouco de toda a carreira da banda, até da faixa titulo do ultimo album Never Gone Die - muito bem recebida pelos fãs - mas a música que deu inicio a catarse da noite foi "Peaceful Day" do aclamado About Time de 1995 com dobradinha de "Rules" do primeiro álbum homônimo de 1991. 

Discursos políticos de Fletcher antes de "My Own Country" e um pouco mais antes de "Society" mostram o engajamento que sempre tiveram nessas questões ao longo do tempo, e outra "tradição", é perguntar o que o público quer ouvir também, apesar de não tocarem muitos clássicos como  "Wouldnt"t Be Nice", "Alien", "Living for Today" dentre outras pedidas aos montes pelos fãs da grade. 

É notório ver que o pique da banda não é mais o mesmo, porem o esforço é grande para não deixar a energia do punk morrer. Jim Lindberg chama a galera a todo momento, mesmo demonstrando cansaço entre as músicas, e tem momentos como ver quais camisas o público veste e tocar alguns trechos de músicas como de bandas como Misfits, NOFX e dentre outros. De covers completos teve Circle Jerks com "Wild in the Streets" e "Do what you want" do Bad Religion, que alias, ficaram lindas de ouvir. 

Para fechar tivemos a clássica "Pennywise" para os fãs do inicio da banda, "Yesterdays" um pouco mais rápida que o normal, o cover de "Stand By Me" e aquela loucura do público em subir no palco para o "ôôô" famoso da eterna "Bro Hymn", que nenhuma segurança de palco esta preparada para segurar tanta gente pulando a grade e subindo. Celebração ao punk rock é isso! 


Espero que a banda venham para mais celebrações, e também que da próxima vez a energia seja renovada.



O punk hardcore supreendente do Comeback Kid [Foto: Rom Jom]
Mas quem roubou a cena da noite em sua primeira apresentação em solo carioca foram os canadenses do Comeback Kid. "É a quarta vez que viemos ao Brasil! E é um prazer estarmos aqui pela primeira vez! Era uma vontade antiga nossa!" Disse o vocalista Andrew entre as primeiras músicas, e sim, fizeram por merecer esta vinda! A energia e som da banda surpreendeu a todos, sem exceção, mesmo que muitos não os conhecesse.

Pensa em uma som hardcore pesado com vocal melódico e gritado.... pensou? Então ouça "False Idols Falls" do álbum Wake the Dead de 2005 que deu inicio ao show e tenta imaginar como é ao vivo. É muito melhor. Acredite. A banda já tem 7 álbuns de estúdio e foi passado a limpo em pouco tempo de show, como a pesadíssima "Absolute" e "Surrendere Control" do ultimo trabalho Outsider de 2018, que alias, é o mais pesado da banda, fato este confirmado por Andrew em entrevista a Rock On Board na ultima semana. 

Não ficou ninguém parado na plateia com "All In a Year" do primeiro album Turn It Around, de 2003 (hardcore raiz demais essa!). Talvez faltem adjetivos para descrever o que foi "Wasted Arrows" e o efeito que se fez na grande roda de pogo que só abria ainda mais. "Should Know Better" é um convite ao caos coletivo juntamente com a melódica "Somewhere, Somehow". 

Andrew Neufeld mostra muita energia na apresentação do Rio [Foto: Rom Jom]
"Die Knowing" faixa titulo do album de 2014 possui uma introdução tão pesada e arrastada que faz muitos somente baterem a cabeça e descansarem para a então irem a loucura - definitivamente - com "Lowwer the Line" e a clássica e famosa "Wake the Dead" que colocou a casa abaixo. 

Definitivamente a próxima visita da banda ao Brasil precisas incluir o Rio novamente, mas dessa vez, como headliner, porque com esse show, tá mais do que provado a necessidade de um set completo dos caras por aqui. E que assim seja!

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