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Em São Paulo, um emocionante e fatídico adeus de Ozzy Osbourne

Ozzy de volta ao Brasil para sua turnê de despedida, em SP [Foto: Ricardo Flavio]
Por Ricardo Cachorrão Flávio

A “segunda turnê de despedida” (estranho, mas real) de OZZY OSBOURNE não tem novidades, nenhuma surpresa, todo mundo que está lá já tem noção do que ouvirá, mesmo assim, todos vibram, se emocionam e querem mais! Se é anunciada a sua despedida dos palcos, aos 69 anos de idade, dos quais muitos vividos dentro de todos os excessos possíveis, imagináveis (ou não), Ozzy mostra que o gogó ainda está em forma! Se o corpo mostra o sinal dos tempos, a voz continua a mesma dos inúmeros discos de sucesso.

Após o playback de “Carmina Burana” que o acompanha há décadas, introduzir o espetáculo, a excelente banda que o acompanha, Zakk Wylde na guitarra (o guitarrista do Black Label Society, que apareceu ao mundo justamente tocando com Ozzy, mas há tempos se dedicava à sua banda, resolveu voltar a tocar com o velho mestre nesta turnê), o baixista Rob Blasko Nicholson, o tecladista Adam Wakeman – filho do mítico Rick Wakeman, tecladista do Yes e amigo de Ozzy desde a década de 60 e o monstro Tommy Clufetos, baterista que recentemente substituiu Bill Ward nas últimas turnês do Black Sabbath surgem para um show repleto de hits, para fã nenhum botar defeito.

Bark At the Moon” faz o show começar em alta temperatura, e a sequência com Adam Wakeman fazendo a sombria introdução do clássico “Mr. Crowley” é para mostrar que Ozzy veio para se despedir em grande estilo. Sequência com “I Don’t Know” e “Fairies Wear Boots”, primeira menção ao Black Sabbath na noite, a essa altura, o público já estava extasiado e ganho.

Suicide Solution” é a sequência e tem Ozzy mostrando a bunda, fato que hoje é até corriqueiro em seus shows solo. Entre uma música e outra Ozzy sempre diz algumas palavras e apresenta a próxima canção, e  show continua com “No More Tears” e “Road to Nowhere”.

Momento dos egos, e o clássico sabbathiano “War Pigs” vem avassalador, com direito a solo de guitarra gigantesco de Zakk Wylde, que desce até o fosso entre o palco e a pista Premium e se mostra bem de perto da galera. Depois que Zakk toca até cansar, é a vez do baterista Tommy Clufetos mostrar suas habilidades e dar seu solo monstro na bateria, entre solos gigantes e músicas incidentais, “War Pigs” teve quase 20 minutos de duração. Tempo suficiente para o Vovô Ozzy descansar um pouco nos bastidores e voltar com gás renovado para “Flying High Again”.

O show é um desfile de hits, e finalizando a primeira parte, “Shot in the Dark”, “I Don’t Want to Change the World” e a sensacional “Crazy Train”, talvez uma das melhores músicas da carreira solo de Ozzy. Joguinho de cena com saída do palco e volta para o bis sem tempo de respirar e Ozzy diz algumas palavras sobre o quão especial é este dia, e “Mama, I’m Coming Home” é a música tocada neste dia das mães animado pelo Príncipe das Trevas, com direito a belíssimo solo de Zakk Wylde.

Todo mundo ali sabe que a festa está no final, e Ozzy pede para o público pedir “one more song”, e vem “Paranoid”, clássico do Black Sabbath que encerra os shows. E assim começou a despedida de Ozzy do Brasil, mas, pelo que mostrou, o velhinho ainda tem gás para muito mais que isso, a voz é a mesma.

Muita gente ainda esperava uma volta da banda ao palco, mas o playback com “Changes”, na voz de Ozzy e sua filha Kelly é a senha para dizer eu acabou. Uma pena, mas, a história registrou que Ozzy e São Paulo tem uma forte ligação.

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