Header Ads

test

Lollapalooza Brasil: Pearl Jam mantém hegemonia de ótimos shows no Brasil com apresentação histórica

Eddie Vedder em noite de muitas homenagens no Lolla [Foto: Camila Cara]
Por Bruno Eduardo

O Pearl Jam demorou mais de uma década para vir ao Brasil pela primeira vez. Só que desde 2005, quando foi a sua primeira aparição no país, a banda coleciona uma série impressionante de ótimos shows. E para alegria dos fãs, cada um é contado de uma forma diferente pela banda, que nunca repete repertórios, e ainda faz questão de tirar alguns coelhos da cartola.

No entanto, o show desta noite consegue surpreender até os fãs mais fieis do grupo. A entrada com "Wash", canção lado B do petardo Ten, já deixava a pista de que esta não seria uma noite nada factual. E tratando-se de uma banda como Pearl Jam, isso dificilmente acontece. Mesmo que você saiba que em algum momento eles vão tocar canções imbatíveis como "Jeremy", ou que Eddie Vedder vai pegar a sua cola num pedaço de papel para ler alguma mensagem num português desajeitado, ou que eles vão tocar covers clássicas de grupos como The Who ou Neil Young. Nada disso importa. Um show do Pearl Jam é sempre (e quando leia-se sempre, é sempre mesmo) contado de uma forma particular.

A seqüência de pedradas com "Corduroy", "Do The Evolution" e "Why Go", ficará marcada por muito tempo na memória como um dos melhores inícios de show da banda no país em todos os tempos. E quando Vedder pega o violão para cantar os primeiros versos de "Ederly Woman Behind The Counter In A Small Town", vários celulares são acesos e um mosaico lindo é formado por aproximadamente 70 mil pessoas, aglomeradas, numa das mais belas imagens do dia. 

Em seu momento "Bono Vox", Eddie Vedder falou das manifestações em Washington sobre o controle de armas e se disse orgulhoso por saber tinha parentes participando desse movimento nas ruas. E apresentou a nova música do grupo: "Can't Deny Me", rock furioso que manda recado ao presidente americano Donald Trump. Em seguida, foi a vez de "Even Flow" ter seu refrão cantado de forma uníssona, e de Mike McCready - um dos guitarristas mais subestimados de todos os tempos - brilhar em solo estonteante.

Para aumentar ainda mais o caráter de noite memorável, o grupo convidou ao palco Perry Farrel, vocalista do Jane's Addiction e criador do Lollapalooza, para homenageá-lo por conta de seu aniversário. E aproveitaram para mandar juntos o hino do rock alternativo, "Mountain Song", do petardo Nothing's Shocking, disco de estreia do Jane's Addiction, lançado há trinta anos. "Obrigado Perry Farrel por ter criado o Lollapalooza", disse Vedder. Em seguida, ele continuou as homenagens e agradeceu David Byrne pelo show genial de horas antes e executou sozinho "Pulled Up", do Talking Heads.

O momento de afago popular veio nas baladas "Sirens", "Better Man", e no final apoteótico de "Black" - com todo mundo batendo palmas de forma ordenada após o fim da música. Se o cover de "Confortably Numb" pegou alguns distraídos de surpresa, nada pode ser comparado à inesperada presença de "Smile", canção pouco popular do disco No Code. Outras duas que seguiram esse conceito de "imprevistas da noite", foram "Hold On", lado B valioso gravado pela banda no início dos anos 90 e "Unthought Known", do disco Backspacer, que Vedder disse ter sido incluída no repertório para atender a pedidos.

No final, a sempre esperada "Alive", e a não-tão esperada assim, "Yellow Ledbetter", deram toques finais a mais uma apresentação histórica da banda no Brasil. Fato que já vem tornando-se corriqueiro, já que o grupo é uma máquina quase imbatível em grandes arenas. Então, antes de entrar em qualquer discussão saudável nas redes sociais entre qual foi o melhor show da banda no país, podemos facilitar a tarefa dos fãs e afirmar categoricamente: a hegemonia continua meus amigos! O melhor show do Pearl Jam é sempre o próximo.

Nenhum comentário: