sábado, 4 de novembro de 2017

No Rio, Green Day satisfaz público em show enérgico e de diversão garantida

Green Day trouxe ao Rio a turnê do novo disco, 'Revolution Radio' (Foto: Rom Jom)
Por Rom Jom

O trio californiano do Green Day fez uma noite memorável em seu primeiro show da turnê “Revolution Radio” no Brasil. Talvez a palavra certa seria “enérgico”. A banda passou a limpo toda a sua carreira da melhor maneira (e ordem!!). Aquele trio de rapazes queridos da MTV da década de 90 conseguem até hoje surpreender os novos e velhos fãs.

A casa não estava totalmente cheia, porém, foi o suficiente para emanar energia para todos os lados. Embalado com o som do Queen com “Bohemian Rhapsody” e “Blitzkrieg Bop” do Ramones – com direito a um coelho rosa animando a plateia – a banda surge com uma vitalidade que relembrou a primeira apresentação em terras cariocas em 1998 – quando ainda eram apenas um trio, e hoje possuem mais três músicos de apoio– saudando o público e enlouquecendo ao som de “Know Your Enemy” ,“Bang Bang” e “Revolution Radio” com direito a explosões e muitos fogos (E teve muito mais no decorrer da apresentação). As músicas novas foram recebidas muito bem, e aliás, são muito melhores ao vivo.

“Demorou sete anos para voltarmos! Vamos enlouquecer juntos!” Billie Joe está carismático e enérgico desde o primeiro segundo, e logo na primeira música já convida um fã para cantar com ele no palco, fato este que já virou marca da banda: a interação com os fãs em suas apresentações. E não foi a única. Em “Longview” um fã subiu assumindo o vocal e em “Knowledge” – cover do Operation Ivy – uma fã sobe para tocar guitarra e de quebra a leva de presente. Como assim, não? E esses não foram os melhores momentos do show. Não mesmo.

E o que dizer de “Holiday” e “Boulevard of Broken Dreams”, do idolatrado American Idiot (20004) cantadas em som uníssono por todos, com direito a 'paradinhas' no meio da música para milhares de agradecimentos aos presentes? O que em determinados momentos tiram um pouco a energia da apresentação, como em “Hitchin’ a Ride” (do excelente Nimrod de 1997), que no momento em que a música vai explodir, o grupo prolonga tanto que você até esquece em que momento ela parou. Mas até isso parece agradar ao público. Vai entender.
O animado Billy Joe, enrolado na bandeira do Brasil (Foto: Rom Jom)
O petardo Dookie de 1994 foi lembrado com duas ótimas dobradinhas: “When I Come Around” e “Welcome to Paradise” e quase no final do show com “Basket Case” e “She”, que convenhamos, fez todos os presentes muito felizes. Dá para perceber a sintonia perfeita de Mike Dirt (baixo) e Tré Cool (bateria) com os sons antigos. Nostalgia boa!

E mais próximo do fim tivemos uma versão mais do que longa de “King for a Day” com direito a medleys de “Satisfaction” do Rolling Stones até “Hey Jude” do Beatles com a banda inteira fantasiada. E ainda teve o saxofonista tocando “Garota de Ipanema” em seu momento solo. “Still Breathing” do novo álbum tira o público deste marasmo momentâneo seguida de “Forever Now” que fechou a primeira parte.

Ainda que não fosse surpresa, a banda retorna em um bis fenomenal com “American Idiot” e uma versão linda e mega acelerada de “Jesus of Suburbia”. E para deixar a noite ainda melhor Billie volta ao palco sozinho com o violão e fecha a noite tocando “21 Guns” e a excelente “Good Ridance”.

Uma das coisas ótimas é constatar que o Green Day se reinventa a cada turnê e consegue apresentar um número onde todos se divertem. Diversão fácil de ver e sentir - tando de banda quanto de público. Coisa rara hoje em dia. Todos felizes? Sem dúvida.

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