sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Rock in Rio 2017: Enfim! Alter Bridge estreia guitarras pesadas no Palco Mundo

Myles Kennedy exibe técnica vocal  no show do Alter Bridge (Foto: Adriana Vieira)
Por Noemi Machado

Com a presumida responsabilidade de representar o metal nessa edição do Rock in Rio, que veio carente do estilo, a expectativa de ver Alter Bridge sobre o Palco Mundo alcançava até quem não os conhecia bem, mas "já ouviu falar”. 

Formado por remanescentes do Creed, o Alter Bridge ainda luta contra as opiniões divididas entre os fãs das duas bandas (particularmente, entre os fãs dos dois vocalistas, Scott Stapp, do Creed, e Myles Kennedy, com discussões em redes sociais que ficam divertidíssimas de acompanhar, até), mas não deveria. Se no primeiro álbum da banda o Creed ainda soava de alguma forma aos ouvidos, em 'The Last Hero', álbum lançado em 2016, a pegada se mostra bem diferente. Bem mais pesado e calcado no hard rock classicão, bem anos 70, e no metal alternativo, o guitarrista Mark Tremonti (assim como o resto da banda) se mostra bem mais solto e livre na guitarra, longe dos dedilhados e harmônicas característicos que o acompanharam no final dos anos 90.
Tremonti não economizou nos solos e riffs pesados (Foto: Adriana Vieira)
Talvez mal colocado num festival onde realmente não tem nem muito lugar pra se colocar, o Alter Bridge chega no palco espartanamente personalizado - apenas o seu símbolo no telão – com a promessa de um show curto, mas mostrando a que veio, chamando a galera (em português) com "Come To Life". Kennedy já mostra de cara porque é considerado um dos melhores vocalistas da atualidade, com a voz segura em todas as oitavas que é capaz de alcançar. E para quem gosta de riffs marcantes e bons solos de guitarras (executados tanto por Kennedy quanto por Tremonti), também foi um show satisfatório. À "My Champion" coube uma conquista de um certo interesse de quem ainda relutava. Acostumado a vir ao Brasil com o guitarrista Slash, o vocalista mostra-se familiarizado com os fãs: "E aí, galera?", saúda em bom português.

Se na primeira metade do show a plateia se mostrou interessada mas não tão empolgada, em "Open Your Eye" (do primeiro álbum), ela entoa junto o refrão, mesmo que orientada por Kennedy, fazendo um momento bonito de um show, que se encerra com "Rise Today".

Para uma banda desconhecida da maior parte do público, o Alter Bridge cumpriu bem o seu papel e agradou. Espera-se que voltem uma outra vez, com um público mais preparado pra eles, onde não estejam tão deslocados como esta noite, esta edição.

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