sexta-feira, 28 de outubro de 2016

No Rio, The Kooks mostra força de seu fã-clube; Folks se consagra

Foto: Caio Wichrowski
The Kooks contou com um grande fã-clube no Rio
Por Bruno Eduardo

O The Kooks não precisou se esforçar muito para sair aclamado do palco, nesta quinta-feira, no Rio. O grupo contou com um fervoroso fã-clube, que carregou o repertório na ponta da língua em alto e bom som. O início mais enérgico, baseado quase que exclusivamente em seu disco de estreia, o ótimo 'Inside in / Inside Out' (lançado há uma década), trouxe o melhor lado da banda - pautado no rock alternativo de bandas como The Strokes e, principalmente, Arctic Monkeys. Tanto que faixas como "Eddie’s Gun", "See The World" e "Ooh La" refletiram no público a agitação do vocalista Luke Pritchard, que elevou o nível de euforia dos fãs, composto em sua maioria pelo público feminino.

O show também teve seu momento intimista, com versões acústicas e muitos violões, o que modifica um pouco o ritmo da apresentação, mas acaba sendo um prato cheio para a cantoria das fãs, que não deixam a energia cair um só minuto. De um lado, Luke Pritchard é o responsável por causar frisson na plateia. Cada gesto do vocalista é observado atentamente pelas fãs, que reagem entre gritos, cartazes e lágrimas. Já o guitarrista Hugh Harris é quem dá as cartas quando o assunto é musicalidade. O cara mostra muita competência em riffs eficientes ("Matchbox") e arranjos de muito bom gosto ("Sofa Song"). Harris também se reveza entre guitarras semi-acústicas e teclados, o que comprova a sua importância para o bom andamento da performance. 

Os grandes momentos do show do Kooks ficaram quase sempre reservados na sinergia entre fãs e banda, e isso chegou ao ápice na melodia vocal de "Bad Habit" - presente no último disco do grupo - e no refrão de "Näive", encerrando a apresentação na cantoria da galera. "Pretendemos voltar qualquer dia desses. É só vocês me ligarem!", disse Pritchard. Só faltou mesmo passar o número do telefone para as fãs. 

Foto: Fabiano dos Santos
Kauan Calazans teve o apoio da galera no fim do show
Quando o vocalista Kauan Calazans, se deparou com centenas de pessoas cantando juntinhas o refrão de "Muito Som", já no final da apresentação do Folks, a certeza de uma noite consagradora estava exposta em sua expressão facial. "Ano passado, numa mesma quinta-feira, eu estava no Circo Voador assistindo ao show do The Kooks na plateia. E hoje estou aqui dividindo o palco com eles", disse emocionado. A banda teve apenas meia hora para mostrar o porquê é um dos grandes expoentes da nova cena e não decepcionou. Com uma formação um pouco diferente do que foi visto no show de lançamento de seu álbum de estreia (com a adição de um percussionista, inclusive), eles seguraram as pontas em uma boa apresentação, agradando o público que ia chegando aos poucos no Metropolitan. A banda iniciou seu show num clima meio bluesy, ao som de "A Casa dos Lugares", que ganhou ainda uma citação ao clássico do Led Zeppelin, "Whole Lotta Love". Na necessidade de um repertório mais enxuto, o Folks acabou privilegiando músicas de pegada mais comercial, como as boas "Carol" e "Delírio", deixando o rock enérgico, de riffs ganchudos, na responsa de "Até o Mundo Cair" - uma das melhores da banda. Na onda da positividade, como pediu Kauan ao público, o grupo se despediu com o refrão chiclete de "Muito Som" e deixou o palco recompensados pela boa resposta da galera.

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