segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Lemmy Kilmister: porque deuses não morrem!

Foto: Divulgação
Lenda do rock, Lemmy sai de cena mas deixa um legado intacto
Por Ricardo Cachorrão Flávio

O cancelamento da apresentação do Motörhead no festival Monsters Of Rock em São Paulo, no início do ano, soou como um sinal de alerta aos fãs. Naquele momento ficou mais do que evidente a dura batalha que Lemmy travava nos bastidores de sua vida regada a aventuras cósmicas no universo do rock and roll. Mesmo assim, ele decidiu não voltar para casa. Gravou um vídeo pedindo desculpas aos fãs e três dias depois fez questão de se apresentar em Curitiba e seguir cumprindo a agenda. Isso era Lemmy - um dos deuses imortais do rock. Infelizmente, a odisséia de Ian Frazier Kilmister, ou simplesmente, Lemmy do Motörhead, durou exatos 70 anos completos na Terra.

Falar sobre o velho Lemmy é como falar daquele amigo mais velho que te ensinou muita malandragem, aquele cara mal encarado que representa medo, e referência. De todo modo, é legal também assistir o outro lado da moeda no documentário Lemmy: 49% Motherf**ker, 51% Son Of A Bitch, que apresenta uma figura tranquila, caseira e em plano de descanso. Um Lemmy às avessas.

No entanto, este senhor conseguiu a proeza da unanimidade entre punks, bangers e rock’n’rollers das mais diversas tribos. Todos o adoravam, todos o respeitavam.

Lemmy, apelido adquirido na infância, iniciou sua trajetória no rock and roll ainda na adolescência, quando viu os Beatles ao vivo no Cavern Club! Daí em diante, aprendeu a tocar guitarra ouvindo o primeiro disco dos meninos de Liverpool, foi roadie de ninguém menos que Jimi Hendrix, participou de bandas de pouca expressão, como o Rockin’ Vickers e o Sam Gopal, até arrumar emprego como roadie do Hawkwind, e ter a chance de substituir o baixista da banda que deu o cano em um show, tomou seu lugar até ser expulso por ter sido preso com posse de drogas no Canadá.

Depois disso, chegou a vez de se tornar uma divindade, formou sua própria banda, primeiro chamada “Bastards”, que em pouco tempo se tornou MOTÖRHEAD, uma das mais influentes entidades da história da música pesada!

2015 termina com a morte de um DEUS do rock. Lemmy perdeu a batalha contra o câncer. Mesmo assim, não desistiu da estrada, não deixou de gravar discos e manteve seu legado inabalável. Esteja onde estiver agora, Lemmy certamente estará sendo reverenciado como uma entidade máxima de um universo próprio - cheio de barulho e diversão.

Deuses não morrem.

0 comentários:

Postar um comentário