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David Gilmour causa hipnose coletiva e faz Pink Floyd ressurgir

Foto: Camila Cara

Por Ricardo Cachorrão Flávio

Nas propagandas do show, era anunciado “a guitarra e voz do Pink Floyd, pela primeira vez no Brasil”. E foi exatamente isso que as mais de 40 mil pessoas que lotaram o estádio paulistano por duas noites seguidas queriam. A verdade, é que o público não estava se importando muito com o fato dessa ser a “Rattle That Lock World Tour”, que, como o nome diz, serve de base para lançamento do último disco solo de David Gilmour.

Míseros dez minutinhos de atraso e David Gilmour e banda sobem ao palco atacando a mesma sequência de abertura do novo álbum, “5 A.M.”, “Rattle The Lock” e “Faces of Stone”. Confesso que o disco não me emocionou tanto, mas, ao vivo, mesmo com a levada mais ‘pop’ que apresenta, quando David Gilmour sola sua Fender, não tem como não estremecer. Sim, a propaganda estava correta, é a guitarra e voz do Pink Floyd que está diante de nós!

O clássico “Wish You Were Here” veio na sequência e tirou lágrimas de boa parte das pessoas ao meu lado, e lógico, fazendo todo o público cantar verso por verso. “A Boat Lies Waiting”, também do último álbum, se não causa tanta comoção também não desagrada. Já “The Blue”, de seu também solo On na Island, de 2006, antecede a dupla arrasadora, “Money” e “Us and Them” - que dispensam comentários (só quem estava lá, sabe!).

In Any Tongue”, de Rattle That Lock, manteve o clima tranquilo, mas “High Hopes”, a boa canção do fraco The Division Bell, lançado pelo Pink Floyd em 1994, fez o público voltar a explodir! Ao término da canção, David Gilmour anunciou um intervalo de 20 minutos para a segunda parte do número - o bastante para que se formassem filas monumentais nos banheiros e bares (mesmo com cerveja quente cheia de pedras de gelo, que para um espetáculo com ingressos a preços exorbitantes, pode ser considerado um absurdo!).

Foto: Camila Cara
Luzes novamente apagadas, telão com imagens psicodélicas e “Astronomy Domine”, música do guitarrista original do Pink Floyd, Syd Barrett, presente no álbum de estreia da banda. Um retorno e tanto ao palco. Sem perder o pique, “Shine On You Crazy Diamonds” emenda e traz um clima de catarse ao local do show. 

Mais Pink Floyd: “Fat Old Sun”, de Atom Heart Mother, o famoso ‘disco da vaca’ (um dos preferidos da casa). Mais uma sequência de músicas solo com “On a Island”, e outras duas do último disco: “The Girl in the Yellow Dress”, um gostoso jazz e “Today”.

Álbum novo devidamente apresentado, hora de fazer o público se divertir ainda mais. “Sorrow”, faixa que fecha o disco A Momentary Lapse of Reason, de 1987, primeiro álbum do Pink Floyd sem a presença do baixista Roger Waters, e "Run Like Hell", esta, presente em “The Wall”. Agradecimentos, saída rápida de palco, charminho básico e retorno com “Time”, “Breathe” e “Confortably Numb”, que com seus solos alucinantes encerram assim uma noite de celebração de forma hipnótica.

Enquanto seu ex-parceiro Roger Waters faz shows repletos de tecnologia, efeitos visuais e de certa forma mais teatrais, David Gilmour, também usa da tecnologia, com magníficas imagens no telão de alta definição, mas, se preocupa mais com a música, sem necessitar de tantos efeitos como o outro. No final das contas, ambos estão certos e não devem ser comparados. Sorte de quem teve o prazer de ver os dois em ação.

Set List

1.5 A.M.
2.Rattle That Lock
3.Faces of Stone
4.Wish You Were Here
5.A Boat Lies Waiting
6.The Blue
7.Money
8.Us and Them
9.In Any Tongue
10.High Hopes
11.Astronomy Domine
12.Shine On You Crazy Diamonds
13.Fat Old Sun
14.On a Island
15.The Girl in the Yellow Dress
16.Today
17.Sorrow
18.Run Like Hell
19.Time
20.Breathe
21.Confortably Numb

2 comentários:

  1. fraco division bell , vc só pode estar maluco parceiro!

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    1. Amigão, deixa eu te contar uma história...

      Aprendi lá no final da década de 70 e comecinho da década de 80, que ninguém é melhor que ninguém. Na mesma época, cheguei a conclusão de que toda e qualquer crítica musical publicada não significa ser a verdade absoluta, mas é nada mais, nada menos, do que a opinião pessoal do cara que escreveu.

      Se não é a verdade absoluta, e se é uma opinião pessoal, eu sempre parti do pressuposto de que o crítico pode até conhecer muita coisa, mas, não é o senhor da razão, por isso, passei a entender todo e qualquer texto que lia como um "fio condutor", ou um parâmetro a seguir e, a partir daí, tirar as minhas PRÓPRIAS CONCLUSÕES!

      Sendo assim, você pode até gostar de "The Division Bell", eu, também como fã da banda, acho um disco muito fraco, e que não faz jus ao nome e legado do PINK FLOYD.

      Isto posto, não leve a mal a minha opinião, tenha a sua!

      Obrigado pela leitura e comentário!

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