sábado, 26 de setembro de 2015

Rock in Rio 2015: Ovacionado, Slipknot justifica posto de headliner com show apoteótico

Foto: Adriana Vieira

Por Bruno Eduardo

Na primeira vez que se apresentou no Rock in Rio, há quatro anos, o Slipknot superou todas as expectativas em uma apoteótica apresentação - elevando assim, o status que o grupo obteve na Europa, de "show imperdível". Tal fama adquirida rodou o mundo no registro '(sic) nesses' (lançado em 2010) - que traz em vídeo, a banda ao vivo no Download Festival de 2009. O grupo voltou ao Brasil dois anos depois com um número parecido, já que continuavam na estrada sem qualquer material inédito. Após recuperados do trauma de 2010 - quando Paul Gray foi encontrado morto por overdose em um quarto de hotel - o Slipknot decidiu enfim lançar um disco novo, e com ele renovaram também os macacões e as máscaras. Ao invés de cores mais vivas (como branco ou vermelho), desta vez o grupo optou por macacões escuros e máscaras mais realistas - a de Corey Taylor possui até mobilidade no maxilar. 

Já a cenografia - a mais caprichada do Rock in Rio - trouxe telões, e uma enorme cabeça de um ser diabólico, que ajudava a criar um verdadeiro thriller de terror. Ainda usando e abusando dos efeitos pirotécnicos - com labaredas, chuva de papéis (em "Duality"), e a ufológica bateria, que agora pertence a Jay Weinberg - o Slipknot transforma um show de rock em algo que vai além do que é apresentado pela maioria das bandas existentes. 

Foto: Adriana Vieira

Musicalmente, o grupo continua apostando no peso desmedido das guitarras, e no vozeirão de Corey Taylor. Neste show do Rock in Rio, foram as canções do novo disco que deram tom. "Sacarstrophe", "Killpop" e "The Devil In I" causaram o mesmo impacto de outras mais antigas, como "The Heretic Anthem" e "Disaster Piece" - com fãs pogando o tempo inteiro e cantando os refrões a plenos pulmões. Mas a noite ainda contou com super hits de alto calibre, como "Wait And Bleed" e "Before I Forget". Totalmente conectados com a banda, o público chega a antecipar alguns números interativos, como em "Spit it Out", onde Corey Taylor faz uma espécie de vivo-morto com os fãs - ordenando que os mesmos sentem e se levantem em seguida. Ainda houve um momento de "parabéns para você", em comemoração pelo aniversário do percussionista Shawn "Clown" Crahan - que tocou numa espécie de plataforma que subia e descia durante a apresentação. Mesmo que muitos não aprovem esse número mais teatral apresentado pelo grupo, é inegável que na qualidade de headliner da noite, o Slipknot fez por merecer o posto, e que continua sendo ainda, uma das melhores bandas para se assistir ao vivo, na atualidade.  

Maggots brasileiros

A enorme devoção dos fãs brasileiros já era vista no lado externo da Cidade do Rock. Um passeio e você encontrava vários maggots utilizando máscaras, e até mesmo macacões - algo normal em show de bandas como Kiss, por exemplo. A banda foi uma das campeãs também, em quantidade de camisetas expostas com a logomarca do grupo durante todo o festival - Metallica e Korn foram outras que contaram com essa uniformização em massa. 

Foto: Adriana Vieira

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