domingo, 26 de abril de 2015

Monsters Of Rock: Judas Priest lava alma dos bangers com show irretocável

Foto: Vinicius Pereira

Por Bruno Eduardo

Após uma notícia ruim (cancelamento do Motörhead), só mesmo o Judas Priest para lavar a alma dos bangers com uma verdadeira celebração ao metal. Tudo bem que não foi o tempo de apresentação prometido pela produção do evento - eles tocariam meia hora a mais para compensar o cancelamento do show anterior - mas serviu para que o grupo não precisasse limitar o repertório - repetindo assim, quase o mesmo número apresentado em shows solo [veja como foi no Rio]. 

O som baixo em "Dragonaut", música escolhida para abrir o show do Monsters, foi corrigido a tempo para que o grupo já enfileirasse alguns clássicos de várias fases da carreira, como "Metal Gods", "Victim Of Changes", e "Love Bites" - que fez a alegria da galera que curtiu a fase oitentista do grupo. Aliás, a camisa com o símbolo do disco Defenders Of The Faith foi maioria esmagadora entre os fãs da banda presentes na Arenha Anhembi- seguida pela navalha clássica de British Steel.

Aos 63 anos de idade, Rob Halford ainda surpreende muitos com sua desenvoltura vocal. Desfilando uma vasta coleção de casacos de couro, Rob mantém a voz em alto nível - seja utilizando seus agudos característicos ou variando timbres em músicas do novo álbum, Redeemer Of Souls (lançado em 2014). Outro que roubou a cena foi o guitarrista Richie Faulkner. Incumbido de substituir o icônico K.K.Downing, o novato não deu chances para que os fãs sentissem saudades do integrante original. Dono da maioria dos solos principais, ele fritou a guitarra em canções consagradas como "Devil's Child" e "Breaking The Law" - deixando por muitas vezes, o veterano Glenn Tipton como mero coadjuvante. 

Foto: Vinicius Pereira

O momento pop do grupo apareceu forte em "Turbo Lover" - com refrão cantado a plenos pulmões por trinta mil pessoas - e no final com "Living After Midnight". Rolou ainda o passeio clássico de motocicleta em "Hell Bent for Leather", e a insuperável "Painkiller" - seria essa a maior introdução de bateria da história do heavy metal? Comentem!

Após o show, ouvi de um colega ao lado: "Se isso é ruim, o bom definitivamente não existe". Definição perfeita para fechar essa resenha.

0 comentários:

Postar um comentário