segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Saiba como foi a edição carioca do Circuito Banco do Brasil


Por Bruno Eduardo

A segunda edição do Circuito Banco do Brasil chegou ao fim neste sábado, em evento realizado no Rio de Janeiro. A Praça da Apoteose recebeu pouco mais de 20 mil pessoas para uma maratona de 12 horas. No Rio, a mudança de local foi positiva (ano passado o CBB foi realizado na Cidade do Rock) e nem a chuva forte foi capaz de causar problemas na organização do evento. Com exceção do Skank, as atrações musicais foram as mesmas de São Paulo, com horários seguidos à risca. 

Antes do rock, a galera do skate abriu o festival com a última etapa da II Copa Brasil de Skate Vertical, realizada em parceria com a Confederação Brasileira de Skate. O vencedor da etapa carioca foi Marcelo Bastos, que ganhou o prêmio de R$ 11.000,00. O segundo lugar foi de Roni Gomes, com prêmio de R$ 8.500,00, seguido por Bob Burnquist, que recebeu R$ 6.500,00. Leo Ruiz foi o grande vencedor geral da II Copa Brasil de Skate Vertical.

OS SHOWS
Foto: Adriana Vieira
Vencedora do concurso VOZPARATODOS, a banda carioca Drenna segurou a onda em uma apresentação de gente grande. Mesmo que a qualidade dos PA's não fosse a melhor possível, eles conseguiram agradar o público com um repertório próprio e algumas surpresinhas legais. Rolou até uma releitura bacana para "Eleanor Rigby" dos Beatles. [Leia a resenha completa desse show AQUI]

Foto: Adriana Vieira
Pitty deu seqüência ao que já vem mostrando na turnê SETEVIDAS. Com um setlist recheado de sucessos, a apresentação não foi muito diferente do que os cariocas já tiveram oportunidade de conferir no Circo Voador [saiba como foi AQUI]. Para não dizer que foi tudo igual, dessa vez a cantora não pôde contar com seu fiel escudeiro, o guitarrista Martin - substituído por Rafael Almeida. "Ele deve estar muito P... no hospital", afirmou. 

Foto: Bruno Eduardo
O que não deu para entender mesmo foi a apresentação do Frejat. Com uma boa banda de apoio, o frontman do Barão Vermelho preferiu investir em um repertório para festas de casamentos. Para se ter uma ideia, foram três covers nas cinco primeiras músicas (Titãs, Jorge Benjor e Tim Maia). O público até que reagiu bem.

Foto: Bruno Eduardo
O MGMT surpreende os indies com a sua "quase" psicodélica cartilha de rock-post-eletrônico. O grupo bebe direto na mesma fonte de gente louca como Wayne Coyne (Flaming Lips) e Thom Yorke (carreira solo). É interessante ver ao vivo canções como "Time To Pretend" e a excelente "Kids" - ambas carregadas por notas marca-passo dos sintetizadores. Aliás, a apresentação é toda carregada por uma atmosfera espacial. Mesmo inertes em cima do palco, os rapazes arrancaram gritos histéricos das meninas coladas na grade. 

Foto: Adriana Vieira
O show do Paramore serviu para mostrar apenas que a baixinha Hayley Williams tem muita moral por aqui. Era muito fácil identificar os fãs da banda - divididos entre as meninas de cabelos vermelhos e os que utilizavam camisetas brancas com a logomarca do grupo. No palco, muitas piruetas e momentos de interatividade - como chamar uma fã para cantar "Misery Business". A fã, com o nome de Taís, chegou a levar um tombo, o que proporcionou uma atitude de generosidade da banda (com os os integrantes se jogando no chão juntos). Após o show, uma debandada deixou a pista Premium quase que totalmente vazia. 

Foto: Adriana Vieira
No melhor show da noite, o Kings Of Leon apresentou sua nova cartilha musical - com alternâncias entre violões e riffs de guitarra poderosos. A banda americana também utilizou bem os telões e alguns efeitos especiais para dar o impacto merecido à ocasião. Musicalmente, os melhores momentos do show se deram no rock potente de músicas como "Notion", do excelente Only By The nigh (lançado em 2008). [leia a resenha completa desse show AQUI]

IMAGENS (Fotos: Adriana Vieira)

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